O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo federal não pretende retaliar os Estados Unidos após a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi dada após reunião com representantes de setores afetados pela medida anunciada pelo governo norte-americano.
Segundo Alckmin, a prioridade do Palácio do Planalto é buscar uma solução por meio do diálogo e da negociação. “A ideia não é retaliação. Dizem que no olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, declarou o vice-presidente ao comentar a possibilidade de uma resposta comercial imediata.
Apesar de descartar uma reação imediata, Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade Econômica segue à disposição do governo e poderá ser utilizada futuramente, caso seja considerada necessária. A legislação permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.
O governo também estuda ampliar linhas de crédito e programas de apoio para empresas impactadas pela taxação norte-americana. A estratégia inclui ainda a busca por novos mercados para reduzir a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos.
A tarifa adicional de 25% entrou em vigor nesta quarta-feira (22) e atinge diversos produtos brasileiros. A medida foi adotada pela administração do presidente Donald Trump, ampliando a tensão comercial entre os dois países.
Foto : Cadu Gomes/VPR
