O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (14) para pedir investigação sobre a filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao partido.
A legenda apresentou uma notícia-crime e sustenta que pode ter ocorrido falsidade ideológica eleitoral. O Missão afirma que também registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal e se apresenta como vítima do episódio.
A confusão começou depois que Flávio apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, situação que chegou a impedir temporariamente o registro de sua candidatura à Presidência pelo PL.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou posteriormente o cancelamento da filiação ao Missão e o restabelecimento do vínculo de Flávio com o PL. Agora, Renan Santos quer que seja esclarecido quem realizou a operação.
O Missão afirma ter recuperado informações técnicas relacionadas ao cadastro, entre elas o endereço de IP utilizado na operação realizada em 2 de agosto. Segundo o partido, dados pessoais também teriam sido adulterados durante o preenchimento do formulário de filiação.
A legenda ainda afirma possuir registros de e-mails enviados ao endereço oficial utilizado por Flávio Bolsonaro no Senado. De acordo com o Missão, as mensagens tiveram registros de entrega, abertura e cliques.
Flávio afirmou que sua equipe recebeu os e-mails, mas considerou as mensagens como spam. Renan Santos contesta a explicação e quer que os registros sejam analisados durante a investigação.
O TSE já informou que o episódio não foi resultado de uma invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral. A inclusão foi realizada com credenciais legítimas vinculadas ao Missão, que afirma ter sido vítima de uso indevido desses acessos.
