A proposta que prevê o fim da escala 6×1 não será votada agora pelo plenário do Senado. Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a expectativa era acelerar a análise, mas a falta de segurança sobre os votos necessários levou a base governista a recuar.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AC), afirmou que houve uma ação da oposição para esvaziar o plenário e impedir que a proposta avançasse. Segundo ele, o governo calculava ter entre 53 e 54 votos favoráveis, mas avaliou que não havia margem segura para colocar o texto em votação. Para aprovar uma PEC, são necessários pelo menos 49 votos em dois turnos.
A PEC 221/2019 estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e diminui a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com período de transição de 14 meses.
Na CCJ, quatro senadores registraram voto contrário: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). Marinho defende uma proposta alternativa, mantendo a escala 6×1 e permitindo diferentes jornadas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores.
Com o adiamento, a expectativa é que a discussão seja retomada em outubro, depois do primeiro turno das eleições.
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