O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, decidiu não participar do primeiro debate presidencial da campanha de 2026, promovido pela Band e marcado para o próximo domingo (23). A decisão foi tomada após discussões internas da campanha sobre as regras e a composição do encontro.
Um dos argumentos apresentados pelos aliados é que Lula ficaria exposto a ataques de vários adversários sem igualdade de condições para responder. A principal preocupação envolve a participação de candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Pela legislação eleitoral, suas presenças não seriam obrigatórias, mas ambos foram convidados pela emissora.
A avaliação dentro da campanha petista é de que o atual presidente poderia se transformar no principal alvo do debate, enfrentando uma sequência de ataques de adversários interessados em ganhar espaço na disputa eleitoral. A ausência, porém, não significa que Lula pretende ficar distante da imprensa durante a campanha. A estratégia prevê participação em entrevistas, podcasts e outros espaços de comunicação.
Antes mesmo da decisão, Lula já havia sinalizado que poderia selecionar os debates dos quais participaria. No fim de julho, afirmou que analisaria o nível das discussões e que não pretendia comparecer a encontros dominados por provocações e ataques pessoais.
A tendência, neste momento, é que o petista concentre sua participação no último debate antes do primeiro turno, promovido pela TV Globo. A presença, entretanto, ainda não está oficialmente garantida.
A Band manteve o debate para domingo. Além de Lula, foram convidados Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Flávio Bolsonaro também pode não comparecer. Aliados avaliam que, sem Lula, o candidato do PL poderia virar o principal alvo dos demais concorrentes.
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
