Política

Juristas veem indícios de possíveis crimes em mensagens entre Moraes e Vorcaro

As mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e encaminhadas a um telefone ligado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, levantam suspeitas que podem envolver crimes como advocacia administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio. A avaliação é de juristas ouvidos após a divulgação do relatório produzido pela Polícia Federal. A PF identificou ao menos […]

As mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e encaminhadas a um telefone ligado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, levantam suspeitas que podem envolver crimes como advocacia administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio. A avaliação é de juristas ouvidos após a divulgação do relatório produzido pela Polícia Federal.

A PF identificou ao menos 28 mensagens enviadas por Vorcaro ao número atribuído a Moraes entre 12 e 17 de novembro de 2025, período que antecedeu a prisão do então controlador do Banco Master. Em uma delas, o banqueiro questionou se seria possível “sensibilizar” o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para adiar uma ação.

Os especialistas ressaltam, porém, que o material conhecido até agora não permite concluir que Moraes tenha cometido crime. Para isso, seria necessário esclarecer as respostas do ministro, identificar eventuais atos praticados por ele e comprovar uma possível atuação em favor dos interesses privados de Vorcaro. O relatório divulgado não apresenta as respostas enviadas pelo telefone atribuído a Moraes.

O caso pode agora chegar ao plenário do STF. André Mendonça pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o material, enquanto o procurador-geral Paulo Gonet defendeu a nulidade do relatório da PF. Juristas apontam que uma eventual investigação formal de Moraes dependerá dos próximos passos dentro da própria Corte.

 Foto: Reprodução/Rosinei Coutinho/STF

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