Ferramentas de inteligência artificial ainda apresentam falhas na hora de responder sobre as eleições brasileiras de 2026. Levantamentos recentes apontam que sistemas como ChatGPT, Gemini, Meta AI e Grok podem fornecer informações imprecisas e enfrentam dificuldades para lidar com conteúdos eleitorais, justamente quando cresce o uso dessas plataformas como fonte de consulta pelos brasileiros.
Um relatório elaborado por 65 organizações de pesquisa concluiu que as plataformas de IA ainda apresentam políticas insuficientes para proteger a integridade eleitoral. Segundo o levantamento, ChatGPT e Claude possuem regras específicas sobre eleições, embora ainda existam lacunas. Já Meta AI, Grok e Gemini apresentam menor clareza ou ausência de políticas eleitorais específicas facilmente identificáveis. Entre as preocupações estão a produção automatizada de conteúdo político, campanhas de influência e informações incorretas apresentadas aos usuários.
O problema ganha peso porque o TSE estabeleceu regras específicas para o uso da inteligência artificial nas eleições de 2026. Entre as medidas estão restrições para conteúdos produzidos por IA no período próximo à votação e a proibição de plataformas de IA generativa emitirem opinião, recomendarem ou criarem rankings de candidatos. Para os pesquisadores, o avanço rápido dessas ferramentas exige mais transparência e mecanismos capazes de reduzir o risco de desinformação durante o processo eleitoral.
