O colunista Álvaro Gribel, do Estadão, avalia que a atuação de Flávio Dino na sessão extraordinária do STF desta terça-feira (15) esvaziou a tentativa do presidente da Corte, Edson Fachin, de enfrentar publicamente a crise envolvendo ministros do Supremo e o caso Banco Master. Na leitura do jornalista, ao pedir vista, Dino interrompeu uma discussão que poderia levar o plenário a se posicionar sobre o relatório da Polícia Federal envolvendo mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
A análise sustenta que a interrupção ganha peso também pelo calendário político. Com a eleição de 2026 se aproximando, Gribel argumenta que o Supremo perde a oportunidade de dar uma resposta colegiada rápida às dúvidas levantadas pelo episódio. O próprio ambiente político já incorporou a crise do STF ao debate eleitoral, com diferentes candidatos e grupos políticos apresentando interpretações distintas sobre as decisões tomadas pela Corte.
Na avaliação de Gribel, Fachin buscava usar o plenário como caminho para reduzir o conflito interno e estabelecer uma posição institucional do Supremo. O pedido de vista de Dino, porém, adiou esse desfecho. Trata-se da interpretação do colunista sobre os efeitos políticos e institucionais da decisão. Formalmente, o pedido de vista suspende a análise até a devolução do processo para continuidade do julgamento.
Foto: Gustavo Moreno/STF
