Política

Governo enfrenta rombo de R$ 105 bilhões para pagar despesas

O governo federal enfrenta uma restrição de R$ 105,5 bilhões para pagar despesas previstas para este ano. A situação atinge diferentes ministérios, mas Saúde e Educação aparecem como as áreas mais afetadas em valores absolutos. Segundo análise da Consultoria de Orçamentos do Senado, o governo tem R$ 330,9 bilhões em despesas não obrigatórias a pagar […]

O governo federal enfrenta uma restrição de R$ 105,5 bilhões para pagar despesas previstas para este ano. A situação atinge diferentes ministérios, mas Saúde e Educação aparecem como as áreas mais afetadas em valores absolutos.

Segundo análise da Consultoria de Orçamentos do Senado, o governo tem R$ 330,9 bilhões em despesas não obrigatórias a pagar em 2026. O valor inclui R$ 226,3 bilhões do Orçamento deste ano e R$ 104,6 bilhões referentes a restos a pagar, despesas de exercícios anteriores que ainda não foram quitadas. O limite disponível para pagamentos, porém, é de R$ 225,4 bilhões. A diferença representa uma restrição de R$ 105,5 bilhões, equivalente a 31,9% do total.

O cenário ocorre mesmo depois de a equipe econômica liberar R$ 5,7 bilhões em gastos na semana passada. Ainda permanece um bloqueio de R$ 17,9 bilhões para o cumprimento das regras fiscais.

A Saúde aparece entre as áreas mais pressionadas. A pasta acumula R$ 15,1 bilhões em restos a pagar. Caso não haja ampliação do espaço para desembolsos, despesas relacionadas a procedimentos de saúde, medicamentos e estruturação de unidades podem ser afetadas. Na Educação, a restrição chega a R$ 13,8 bilhões. Entre as despesas que podem enfrentar dificuldades estão a distribuição de livros didáticos, implantação de escolas de educação infantil e manutenção de universidades e institutos federais.

Em termos proporcionais, Esporte e Turismo aparecem em situação ainda mais delicada. No Esporte, a restrição alcança R$ 774,9 milhões, ou 57,9% das despesas. No Turismo, são R$ 551,5 milhões, equivalentes a 55,1%.

O Ministério do Planejamento e Orçamento afirma, no entanto, que a situação não significa necessariamente falta definitiva de recursos. Segundo a pasta, os limites de pagamento são estabelecidos ao longo do ano e podem ser ajustados pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda conforme a evolução das contas públicas.

Caso o espaço para pagamentos não seja ampliado, parte das despesas poderá ser transferida para 2027, aumentando o volume de contas que ficarão para o próximo exercício.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *