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Fachin e Cármen Lúcia ganham peso em decisão sobre Moraes no STF

O Supremo Tribunal Federal se prepara para uma das sessões mais delicadas dos últimos tempos. O plenário deverá discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal que envolve o ministro Alexandre de Moraes e decidir se há elementos para abertura de investigação ou se o caso deve ser arquivado. No centro das articulações […]

O Supremo Tribunal Federal se prepara para uma das sessões mais delicadas dos últimos tempos. O plenário deverá discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal que envolve o ministro Alexandre de Moraes e decidir se há elementos para abertura de investigação ou se o caso deve ser arquivado.

No centro das articulações estão o presidente do STF, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia. A posição dos dois ganha importância diante das divisões internas provocadas pela crise que colocou Moraes e André Mendonça em lados opostos e levou a uma sequência de decisões envolvendo também a cúpula da Polícia Federal.

Fachin assumiu papel central na tentativa de organizar os procedimentos. Na quarta-feira (9), suspendeu decisões de Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também determinou que procedimentos envolvendo integrantes do próprio Supremo passem pela presidência da Corte.

Outra medida de impacto foi a retirada de Moraes da condução do inquérito das fake news, que passou para a presidência do tribunal. As decisões já tomadas no processo, no entanto, foram mantidas.

A tensão aumentou nesta quinta-feira (10). Moraes chegou a anunciar um pronunciamento à imprensa, mas cancelou a manifestação pouco mais de uma hora depois. Fachin também cancelou, pelo segundo dia consecutivo, uma sessão ordinária do plenário. A reunião extraordinária de terça-feira, porém, segue mantida.

O encontro deverá colocar os 11 ministros diante de uma decisão que pode definir os próximos passos da crise interna. O plenário terá de avaliar os questionamentos sobre a forma como informações envolvendo Moraes foram obtidas e decidir se existe base para que uma investigação seja aberta.

Foto: Wilton Junior/Estadão

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