Política

Deputado do PL pede uso de tornozeleira eletrônica para Jaques Wagner

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou ter solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a adoção de medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A declaração foi feita após a divulgação de informações sobre a tentativa de venda de um terreno avaliado em […]

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou ter solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a adoção de medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A declaração foi feita após a divulgação de informações sobre a tentativa de venda de um terreno avaliado em cerca de R$ 15 milhões pertencente ao parlamentar baiano.

Segundo Leandro, o pedido está relacionado às investigações do chamado caso Master, apuração que cita o nome de Wagner. Na avaliação do deputado, a medida seria necessária para evitar um eventual risco de fuga enquanto o processo segue em andamento.

“Diante da gravidade dos fatos que vêm sendo apurados e das novas informações divulgadas, solicitei ao ministro André Mendonça que determine o uso de tornozeleira eletrônica por Jaques Wagner”, declarou o parlamentar.

A manifestação ocorreu após reportagens revelarem que Jaques Wagner tentou vender um terreno avaliado em aproximadamente R$ 15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A negociação, porém, acabou barrada por um cartório após uma ordem judicial de indisponibilidade de bens determinada pelo STF.

De acordo com as informações divulgadas, o senador também negociava a venda de um apartamento em Salvador. Ambas as transações foram bloqueadas em razão da decisão judicial. A defesa de Wagner sustenta que não houve qualquer irregularidade nas negociações e afirma que todos os atos possuem registros públicos e serão tratados nos autos do processo.

Leandro de Jesus também questionou se a negociação dos imóveis poderia representar uma tentativa de ocultação de patrimônio ou descarte de provas, argumento que, segundo ele, reforçaria a necessidade de acompanhamento rigoroso das autoridades.

Até o momento, não há decisão do STF sobre o pedido apresentado pelo deputado baiano. O caso segue sob análise da Corte, enquanto as investigações relacionadas à Operação Compliance Zero continuam em andamento.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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