A Coluna do Estadão avalia que a estratégia de Luiz Inácio Lula da Silva de reduzir a associação pública com Alexandre de Moraes não se traduziu em um afastamento político efetivo. Segundo a análise, integrantes do governo e do PT atuaram para deslocar parte do debate sobre as suspeitas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro para questionamentos sobre a atuação de André Mendonça. Na interpretação da coluna, a crise no STF continua trazendo desgaste para a campanha de Lula.
De acordo com a publicação, interlocutores do Palácio do Planalto já consideravam que os possíveis desfechos da sessão desta terça-feira (15) seriam politicamente difíceis para o presidente. Uma eventual autorização para investigar Moraes ampliaria a exposição do caso. Com o adiamento provocado pelo pedido de vista de Flávio Dino, adversários passaram a sustentar a narrativa de que aliados de Lula estariam ajudando a proteger o ministro. Essa relação é apresentada pela coluna como leitura política, não como conclusão do STF.
A preocupação também passa pelas redes sociais. Segundo a coluna, um monitoramento digital recebido pela campanha indicou que quase 90% das reações envolvendo Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master eram críticas. A avaliação publicada é que, a duas semanas do primeiro turno, a permanência do assunto no centro do debate dificulta a tentativa da campanha de Lula de direcionar a discussão eleitoral para outros temas.
Foto: Wilton Junior/ Estadão
