O Brasil volta a ser o primeiro país a discursar no Debate Geral da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York. A posição não ocorre por sorteio nem por regra formal da organização. Trata-se de uma tradição diplomática mantida desde 1955, quando o país passou a abrir de forma contínua a sequência de pronunciamentos. Depois do Brasil, fala tradicionalmente os Estados Unidos, país anfitrião da sede das Nações Unidas.
A explicação está ligada à atuação brasileira nos primeiros anos da ONU e, especialmente, ao diplomata Oswaldo Aranha. Em 1947, ele presidiu a primeira sessão especial e também a segunda sessão da Assembleia Geral. A participação brasileira naquele período ajudou a consolidar a deferência concedida ao país, embora essa preferência nunca tenha sido transformada em uma norma oficial.
Em 2026, o Debate Geral da 81ª Assembleia ocorre entre 22 e 28 de setembro e reúne representantes dos 193 Estados-membros. Cada país dispõe, em princípio, de 15 minutos para apresentar suas posições sobre os principais temas internacionais, embora esse limite nem sempre seja respeitado
Foto: Ricardo Stuckert/PR
