A Prefeitura de Salvador acionou a Justiça do Trabalho para tentar impedir os efeitos da greve nacional dos trabalhadores da limpeza urbana. A gestão municipal pediu que a paralisação seja declarada ilegal e defendeu a manutenção dos serviços considerados essenciais para a população.
Além disso, o município argumenta que a interrupção da coleta de lixo e da limpeza pública pode provocar impactos diretos na saúde e na rotina da cidade. Por isso, a prefeitura solicitou medidas que garantam o funcionamento mínimo das atividades.
Enquanto isso, os garis mantêm a mobilização em defesa da aprovação do chamado PL dos Garis e Margaridas, projeto que tramita no Senado Federal e prevê novos direitos para a categoria.
Segundo a administração municipal, a reivindicação dos trabalhadores envolve uma pauta nacional e não possui relação direta com o município. Dessa forma, a prefeitura sustenta que não teria condições de atender às demandas apresentadas pelo movimento.
Município alega risco à população e pede manutenção da coleta de lixo durante paralisação
Ao mesmo tempo, representantes sindicais afirmam que a paralisação busca pressionar o Congresso Nacional a votar a proposta. A categoria cobra a regulamentação da profissão, piso salarial nacional e aposentadoria especial.
Com a greve em andamento, equipes da prefeitura monitoram possíveis impactos na coleta de resíduos e na limpeza de áreas públicas. Além disso, o município afirma que acompanha a situação para evitar prejuízos à população.
Por outro lado, lideranças dos trabalhadores defendem a legitimidade da mobilização e afirmam que a categoria luta por reconhecimento e melhores condições de trabalho.
Diante desse cenário, a disputa agora também passa pela esfera judicial. A expectativa é que a Justiça do Trabalho analise o pedido da prefeitura e defina os próximos passos da paralisação em Salvador.
