A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro nacional relacionados ao Banco Master.
Além disso, a operação teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as investigações, a nova etapa busca aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e pessoas ligadas ao sistema financeiro. No entanto, a Polícia Federal não divulgou oficialmente a lista completa dos investigados.
Enquanto isso, o caso do Banco Master segue no centro das atenções. A instituição entrou em colapso após enfrentar uma grave crise de liquidez e passou a ser alvo de suspeitas de fraudes bilionárias. O ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, é apontado pelos investigadores como uma das figuras centrais do esquema.
Investigação sobre o Banco Master avança e alcança líder do governo no Senado
O nome de Jaques Wagner já vinha sendo citado em reportagens relacionadas ao caso. Por outro lado, o senador sempre negou qualquer participação em irregularidades e afirmou estar tranquilo em relação às investigações.
Além disso, Wagner declarou anteriormente que sua relação com pessoas ligadas ao caso ocorreu durante negociações realizadas ao longo de sua trajetória na vida pública. Dessa forma, o parlamentar rejeita qualquer envolvimento em supostas fraudes.
A operação também ampliou sua repercussão política. Isso porque as investigações passaram a alcançar nomes ligados a diferentes grupos políticos, aumentando a pressão sobre lideranças do Congresso Nacional.
Ao mesmo tempo, aliados do governo saíram em defesa do senador. Integrantes da base governista afirmam confiar em Jaques Wagner e esperam que os fatos sejam esclarecidos durante o andamento das investigações.
Até o momento, não existe denúncia formal apresentada contra o parlamentar. Além disso, nenhuma decisão judicial atribuiu responsabilidade criminal ao senador. A apuração continua em andamento e novos desdobramentos devem surgir após a análise do material apreendido pela Polícia Federal.
