O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nas redes sociais seus diplomas de graduação, especialização e MBA após a revelação de que páginas oficiais atribuíram a ele uma pós-graduação em Ciências Políticas que não foi realizada.
A controvérsia começou depois que perfis de Flávio no Senado, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e no LinkedIn apresentaram a informação de que ele teria pós-graduação em Ciências Políticas. No perfil da Alerj, o curso era atribuído à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A UFRJ, porém, informou que não encontrou registro de Flávio Bolsonaro como aluno da instituição. Segundo a universidade, o sistema acadêmico registra Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, como formado em Direito, mas não apresenta registro de Flávio como estudante.
Após a repercussão, Flávio publicou três documentos para comprovar sua formação. Eles mostram graduação em Direito pela Universidade Candido Mendes, especialização em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e MBA em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
“Para que não restem dúvidas sobre minha formação acadêmica, conquistada à base de vários anos de muito estudo e dedicação, seguem meus diplomas”, escreveu o senador ao divulgar os documentos.
Os diplomas apresentados indicam que Flávio concluiu a graduação em Direito em 2006, a especialização em Políticas Públicas em 2012 e o MBA em 2015. Nenhum dos documentos, entretanto, corresponde à pós-graduação em Ciências Políticas anteriormente citada nos perfis.
A campanha afirmou que a informação incorreta sobre a pós-graduação foi resultado de “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia” e informou ter solicitado a correção dos registros. A referência ao curso chegou a aparecer também em material biográfico encaminhado pela própria assessoria do candidato em julho.
Foto: Reprodução/Jornal Nacional
