Política

Racha no Democracia Cristã leva partido a lançar dois candidatos ao governo da Bahia

Uma disputa interna no Democracia Cristã (DC) provocou uma situação inusitada nas eleições baianas. Em convenções realizadas por grupos rivais no último fim de semana, o partido homologou dois candidatos diferentes ao Governo da Bahia. Agora, caberá à Justiça Eleitoral definir qual das duas convenções terá validade e, consequentemente, qual candidatura poderá disputar o pleito. […]

Uma disputa interna no Democracia Cristã (DC) provocou uma situação inusitada nas eleições baianas. Em convenções realizadas por grupos rivais no último fim de semana, o partido homologou dois candidatos diferentes ao Governo da Bahia. Agora, caberá à Justiça Eleitoral definir qual das duas convenções terá validade e, consequentemente, qual candidatura poderá disputar o pleito.

A primeira convenção foi realizada no domingo (2), em Salvador, e oficializou a candidatura de José Estevão dos Santos Barbosa ao Palácio de Ondina. Já no sábado (1º), outra ala da legenda promoveu um encontro no bairro de Nazaré e homologou o nome de Ariel Capistrano para a disputa estadual. As atas dos dois eventos foram registradas no sistema DivulgaCand, utilizado pela Justiça Eleitoral para o envio das informações sobre candidaturas.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) informou que a definição sobre qual convenção será considerada válida ocorrerá durante a análise dos pedidos de registro de candidatura. Segundo o tribunal, o processo ainda será distribuído a um relator e somente após essa etapa haverá decisão sobre qual grupo representa oficialmente o partido nas eleições deste ano.

O TRE destacou ainda que uma decisão recente da Corte restabeleceu a comissão provisória estadual do Democracia Cristã presidida por José Estevão dos Santos Barbosa. No entanto, o órgão esclareceu que a existência de uma disputa interna não impede que ambas as atas sejam protocoladas, já que a situação jurídica do partido pode ser alterada por decisões posteriores.

Casos de convenções rivais não são inéditos na política brasileira e costumam ocorrer quando diferentes grupos disputam o controle de uma legenda. Nesses casos, a palavra final cabe à Justiça Eleitoral, que analisa a regularidade dos atos partidários antes de validar o registro das candidaturas. As convenções partidárias podem ser realizadas até esta quarta-feira (5), enquanto o prazo para o registro dos candidatos termina em 15 de agosto.

Foto: DivulgaCand e Divulgação

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