A venda do antigo Centro de Convenções da Bahia continua repercutindo após a divulgação dos grupos empresariais que compõem a estrutura da empresa vencedora do leilão promovido pelo Governo do Estado. Além do valor do negócio (R$ 138,4 milhões), e dos planos para a área, o perfil dos investidores passou a despertar interesse de setores políticos e econômicos.
Levantamento realizado a partir de documentos públicos e registros empresariais aponta que a companhia responsável pela aquisição reúne empresários com atuação em diferentes segmentos, como mercado imobiliário, investimentos, infraestrutura e desenvolvimento urbano.
O leilão foi vencido pela empresa Pilar Incorporação e Construção Imobiliária, constituída em março de 2026, com o capital social de apenas R$ 100 mil, única a apresentar lance no certame.
A Enseada do Castelo Empreendimentos Imobiliários Ltda tem várias empresas como controladoras, entre elas, a Anre Participacoes e Empreendimentos LTDA, cujos sócios são o ex-prefeito ACM Neto e sua irmã Renata de Magalhaes Correia; a Atual Participações Ltda, que tem como sócios Jose Humberto Souza e João Gualberto Vasconcelos e a SP Patrimonial Ltda, que tem como sócio Sidônio Cardoso Palmeira, ministro das Comunicações do governo Lula. As informações estão disponíveis nos sites de identificação de empresas.
Especialistas ouvidos pelo mercado destacam que a presença de investidores com trajetórias diversas não representa, por si só, qualquer irregularidade. Em operações de grande porte, é comum a formação de grupos empresariais compostos por sócios com experiências e redes de relacionamento distintas.
A extensão total do imóvel leiloado é de 116,7 mil m², excluída a Área de Preservação Permanente (APP). A venda do imóvel foi autorizada pela Lei Estadual nº 14.386/2021, aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
De acordo com a Secretaria da Administração (Saeb), o arrematante poderá pagar o montante em dez parcelas mensais, com entrada de 5% à vista. O licitante vencedor terá o prazo máximo de 16 meses para realizar o desmonte do antigo CCB e a limpeza da área.
Foto: Mauro Akin Nassor (Correio)
