O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, rejeitou nesta quinta-feira (11) a hipótese de sabotagem no avião que transportava ACM Neto. Ao comentar o caso, ele afirmou que não vê indícios de uma ação criminosa e defendeu uma investigação baseada em critérios técnicos.
Além disso, Jerônimo pediu cautela diante das especulações que surgiram após o incidente. Segundo o governador, autoridades e lideranças políticas precisam aguardar os resultados das análises antes de apontar possíveis causas para o problema.
Enquanto isso, o caso continua repercutindo no cenário político baiano. Ainda assim, Jerônimo reforçou que a prioridade deve ser a apuração dos fatos. Para ele, qualquer conclusão antecipada pode comprometer o entendimento do que realmente aconteceu.
O incidente ocorreu na última segunda-feira (8), quando a aeronave apresentou uma falha durante o voo. Diante da situação, a tripulação decidiu retornar para Salvador por segurança. Apesar do susto, todos os passageiros desembarcaram sem ferimentos.
Polícia Federal e Cenipa investigam as causas do incidente
Após a ocorrência, órgãos federais iniciaram as investigações. Agora, a Polícia Federal e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) vão analisar as circunstâncias que levaram ao retorno da aeronave.
Nos últimos dias, integrantes da oposição levantaram a possibilidade de sabotagem. No entanto, até o momento, nenhuma informação oficial confirmou essa hipótese. Por isso, os investigadores concentram os esforços na coleta de dados e na análise técnica da aeronave.
Além de ACM Neto, estavam a bordo o senador Angelo Coronel, o ex-ministro João Roma, a deputada federal Roberta Roma e o deputado estadual Nelson Leal.
Agora, os peritos vão examinar equipamentos, registros operacionais e informações do voo. Em seguida, os órgãos responsáveis devem produzir relatórios técnicos para identificar a origem do problema. Somente depois dessa etapa será possível determinar, com precisão, o que provocou o incidente.
