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Mendonça rebate Gilmar e nega vazamentos no caso Master

O ministro André Mendonça, do STF, rebateu nesta quinta-feira (17) declarações de Gilmar Mendes sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master. Mendonça afirmou que não partiu dele a iniciativa de levantar o sigilo de informações do caso e negou que tenha ocorrido vazamento de dados sob sua responsabilidade. A manifestação veio após Gilmar […]

O ministro André Mendonça, do STF, rebateu nesta quinta-feira (17) declarações de Gilmar Mendes sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master. Mendonça afirmou que não partiu dele a iniciativa de levantar o sigilo de informações do caso e negou que tenha ocorrido vazamento de dados sob sua responsabilidade.

A manifestação veio após Gilmar criticar, durante sessão do Supremo, a exposição de informações sigilosas relacionadas à investigação. Mendonça sustentou que as decisões tomadas por ele seguiram os procedimentos legais e que atribuir ao seu gabinete eventual divulgação irregular não corresponde aos fatos.

Na nota, o ministro afirmou que a pretensão de levantamento do sigilo de todo e qualquer procedimento, sem exceção, não partiu dele, relator. “Veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos”.

“O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. É no mínimo curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”, prosseguiu.

O episódio amplia a divergência pública entre ministros do STF em torno do caso Master, que passou a ocupar espaço central nas discussões da Corte após a divulgação de informações reunidas pela Polícia Federal.

A troca de declarações ocorre em meio ao avanço das apurações e ao debate dentro do próprio Supremo sobre sigilo, acesso aos autos e divulgação de elementos das investigações. O caso também provocou questionamentos sobre a atuação de integrantes da Corte e de autoridades citadas nos documentos investigados.

Foto: Rosinei Coutinho/STF

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