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Entidades empresariais pressionam STF e cobram resposta urgente à crise

A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo componente nesta quarta-feira (9). Entidades empresariais divulgaram o “Manifesto à Nação Brasileira”, documento que cobra uma resposta pública e urgente da Corte diante dos episódios que aumentaram a tensão institucional nos últimos dias. Entre as entidades que assinam o manifesto estão Confederação Nacional da Indústria (CNI), […]

A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo componente nesta quarta-feira (9). Entidades empresariais divulgaram o “Manifesto à Nação Brasileira”, documento que cobra uma resposta pública e urgente da Corte diante dos episódios que aumentaram a tensão institucional nos últimos dias.

Entre as entidades que assinam o manifesto estão Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Facesp, Faesp e FecomercioSP.

O documento afirma que o Brasil atravessa uma “crise institucional de extrema gravidade” e defende que o Plenário do Supremo examine publicamente os fatos que envolvem a Corte. As entidades cobram rapidez, transparência e afastamento de qualquer postura corporativista na condução do caso.

“A sociedade brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo”, afirma um trecho do manifesto. O texto acrescenta que a demora na resposta aumenta o desgaste da instituição.

A mobilização empresarial ocorre em meio à repercussão das mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O material divulgado nos últimos dias colocou integrantes do STF no centro das discussões e provocou uma sequência de manifestações públicas cobrando esclarecimentos.

Além das entidades empresariais, organizações da sociedade civil e nomes ligados ao meio jurídico também passaram a defender que os fatos sejam analisados de maneira pública. O argumento é que a crise ultrapassou os limites internos do Supremo e passou a atingir a confiança nas instituições e a segurança jurídica do país.

No manifesto desta quarta, o setor empresarial sustenta que a condição de guardião da Constituição não dispensa o Supremo de prestar contas à sociedade. O documento encerra a cobrança com uma mensagem direta: “Ninguém, ninguém está acima da LEI!”.

Foto Divulgação

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